Entender o sistema tributário pode parecer um desafio complicado, mas não precisa ser assim. Quando falamos sobre o regime de lucro real, estamos entrando em um universo que pode parecer técnico à primeira vista, mas que oferece muitas possibilidades para empresas que desejam crescer de forma sustentável e organizada.
Se você é empresário ou contador, sabe o quanto a escolha do regime certo pode impactar o futuro do negócio. Então, que tal descomplicarmos esse tema juntos? Neste artigo, vamos conversar sobre o lucro real de maneira clara, acessível e sem rodeios, para que você possa tomar decisões informadas e com confiança. Preparado? Vamos lá!
O que é lucro real?
Na hora de recolher impostos, existem diferentes regimes tributários — ou seja, “jeitos” de recolher — que podem ser selecionados de acordo com o tamanho e a lucratividade de uma empresa, entre outros fatores. Esse regime é pautado nos ganhos realistas que a empresa obtém, o seu lucro real, e não em uma presunção do governo, que seria o lucro presumido.
Não é tão difícil de entender, basta considerar que os impostos são determinados levando em conta tanto as receitas obtidas quanto as despesas e deduções previstas na legislação. É um imposto sobre o que a empresa ganha na realidade, simples assim.
Para algumas empresas, como aquelas com faturamento anual acima de R$ 78 milhões ou que atuam em setores como bancos e seguradoras, esse regime é obrigatório. Mas ele também pode ser uma escolha estratégica para negócios que desejam aproveitar benefícios fiscais e manter as finanças em dia com mais transparência. Mais do que uma obrigação, o lucro real pode ser uma ferramenta valiosa para o crescimento sustentável da sua empresa.
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Diferenças entre lucro real, lucro presumido e Simples Nacional
Entenda os pontos que caracterizam e separam as três principais maneiras de organizar e determinar como as empresas devem apurar e recolher os impostos devidos, de acordo com suas características e atividades:
Lucro presumido
Nesse regime, o cálculo dos impostos é feito com base em uma estimativa de lucro, definida a partir do faturamento da empresa. É uma opção mais prática e simplificada, mas não considera o lucro real obtido pelo negócio. Por isso, costuma ser vantajoso para empresas que possuem margens de lucro elevadas e poucos custos passíveis de dedução.
Simples Nacional
Voltado para micro e pequenas empresas, o Simples Nacional é o regime mais simplificado. Ele reúne diversos tributos em uma única guia de pagamento, com alíquotas reduzidas e calculadas com base na faixa de faturamento. É uma opção atrativa para empresas menores que desejam praticidade.
Lucro real
Ao contrário dos outros dois, o lucro real considera o resultado contábil efetivo da empresa. Embora seja mais complexo, ele oferece maior precisão no pagamento de impostos e a possibilidade de dedução de diversas despesas operacionais, como capital de giro e custos financeiros.
Quem pode optar pelo lucro real
O lucro real é obrigatório para:
- Empresas com faturamento anual superior a R$ 78 milhões;
- Instituições financeiras, como bancos e seguradoras;
- Empresas que tenham lucros, rendimentos ou ganhos de capital vindos do exterior.
Além disso, é uma escolha interessante para negócios que possuem muitas despesas dedutíveis ou que operam com margens de lucro baixas, pois o cálculo tributário é mais justo.
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Como calcular o lucro real
O cálculo do lucro real exige atenção e organização contábil. Ele se baseia no lucro contábil ajustado, ou seja, após incluir ou excluir valores determinados pela legislação.
- Lucro contábil: é o resultado apurado no balanço contábil, considerando receitas e despesas da empresa.
- Ajustes fiscais: inclusão de receitas não contabilizadas e exclusão de despesas não dedutíveis, como multas.
- Cálculo dos tributos:
- Imposto de Renda Pessoa Jurídica (IRPJ): Calculado em 15% sobre o lucro obtido, com um acréscimo de 10% para valores que ultrapassem R$ 20 mil mensais.
- Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL): Geralmente, a alíquota é de 9% para a maioria das empresas, enquanto instituições financeiras pagam 15%.
Exemplo prático: Uma empresa com lucro contábil de R$ 500 mil e ajustes fiscais que adicionam R$ 100 mil ao cálculo final pagará:
- IRPJ: R$ 75 mil (15%) + R$ 38 mil (10% sobre o excedente de R$ 200 mil);
- CSLL: R$ 54 mil (9%).
Total: R$ 167 mil.
O acompanhamento de indicadores como projeção financeira ajuda a garantir maior precisão nos cálculos e evitar surpresas.
Vantagens e desvantagens desse regime tributário
Confira os pontos fortes e os desafios de utilizar o regime tributário lucro real:
Vantagens | Desvantagens |
---|---|
Precisão no pagamento de impostos: Baseado no lucro efetivo, evita pagamentos excessivos para margens reduzidas. | Complexidade: Requer controles contábeis rigorosos e uma equipe especializada para evitar erros. |
Possibilidade de dedução: Despesas como juros sobre financiamentos, taxa de juros e perdas com ativos podem ser abatidas. | Maior risco fiscal: Erros no cálculo ou na entrega de informações podem levar a multas e penalidades. |
Compensação de prejuízos fiscais: Prejuízos podem ser usados para reduzir impostos em períodos futuros, limitado a 30% do lucro apurado. | Custo elevado de manutenção: É necessário investir em sistemas contábeis e auditorias regulares. |
Para empresas que não contam com estrutura adequada, um empréstimo para investimento em sistemas e consultorias pode ser essencial para a transição e manutenção do regime.
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Cuidados necessários ao adotar o lucro real
Adotar o regime de lucro real exige planejamento e organização. Alguns cuidados incluem:
- Controle contábil rigoroso: mantenha registros detalhados de receitas, despesas e ajustes fiscais.
- Monitoramento de indicadores: acompanhe IPCA, CDI e outras variáveis que podem influenciar os resultados financeiros.
- Planejamento tributário: avalie as possibilidades de dedução e compensação para reduzir a carga tributária.
- Treinamento da equipe: invista na capacitação dos profissionais para lidar com a complexidade do regime.
Empresas que adotam boas práticas podem transformar o regime de lucro real em um grande aliado para crescer com segurança. Com organização e planejamento, é possível aproveitar as vantagens do regime tributário enquanto evita problemas fiscais, trazendo mais tranquilidade para focar no que realmente importa: o sucesso do negócio.
Apesar de ser mais complexo, o lucro real oferece benefícios expressivos para quem busca maior precisão nos cálculos fiscais. Ele é uma ótima escolha para empresas com despesas dedutíveis relevantes ou que operam com margens de lucro menores.
Contudo, para que ele funcione bem, é fundamental contar com uma equipe bem preparada, controle contábil eficiente e um bom planejamento. Afinal, com as ferramentas certas, até o mais desafiador dos regimes tributários pode ser descomplicado.
Se você busca mais informações sobre regimes tributários ou dicas para melhorar a gestão financeira do seu negócio, explore outros artigos no blog da CashMe e aprofunde seu conhecimento!